quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Christian Moeller

Para auxiliar a criação do objeto interativo foi sugerido aos alunos que visitassem o site do artista Christian Moeller. Utilizando os recursos da tecnologia contemporânea o artista faz diversas montagens de todos os tamanhos.


Uma de suas instalações que mais me chamou atenção foi Audio Grove, que consiste em uma plataforma circular de madeira de 12 metros de diâmetro, em que 56 postes de aço verticais estendem até 5,5 metros em direção ao teto. Cada um dos postes está ligado a um sistema sensor sensível ao toque. Esta floresta de aço vertical é uma interface através da qual luz e som podem ser fisicamente esperimentados e controlados. Os locais tocados pelos visitantes emitem diferentes sons que, juntos, resultam em um conjunto harmônico, qualquer que seja a combinação das interações. Para conseguir isso, as estruturas foram aperfeiçoados dentro de um sistema acústico de modelagem física.
A componente visual da instalação é uma exuberante combinação entre luz e sombras. Holofotes colocados em um círculo de estruturas de aço em torno da instalação projetam no piso luzes que abrem caminhos entre os postes. De acordo com os visitantes "na interação com os pólos, as luzes brilham de maneiras diferentes sobre o chão e desenham linhas de sombras e texturas formando um "tapete de luz".

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Visita ao Museu Oi

Para nos inspirar na criação do nosso objeto interativo, nos foi sugerida uma visita ao Museu das Telecomunicações do Oi Futuro. Nele, o visitante constrói seu próprio tempo. O espaço pode ser percorrido de forma linear ou através de desdobramentos nas muitas janelas que se abrem à sua curiosidade.



Mesmo ao lado de várias outras pessoas a visita é sempre individual e exclusiva. Cada um faz seu roteiro de visita, pois toda a exposição se encontra em um mesmo ambiente, o que permite liberdade na escolha da ordem em que se deseja apreciá-la. Através de um controle remoto (pickup) os visitantes obtém as informações de tudo o que está exposto, cada um em seu tempo.





Vale muito a pena fazer essa visita onde o uso da tecnologia possibilita uma interatividade com todas as mostras e nos faz viver o presente relembrando o passado e refletindo sobre o futuro.

Museu de Arte da Pampulha

Na última sexta-feira, dia 05 de setembro, fizemos uma visita ao Museu de Arte da Pampulha durante uma aula de Plástica. A obra de Oscar Niemeyer, que foi projetada para ser um cassino, é sem dúvida uma das mais belas do arquiteto e muito polêmica para a época em que foi construída. Foi de extrema ousadia projetar em um local de extrema relevância na cidade um estabelecimento público tão fora dos padrões vigentes.

"Do alto da península que domina o lago, o prédio do cassino é concebido a partir da alternância de volumes planos e curvos, de jogos de luz e sombra. O bloco posterior em semicírculo estabelece um contraponto em relação à ortogonalidade do salão de jogos. O rigor das retas é quebrado pela parede curva do térreo e pela marquise irregular. O sentido vertical em que estão dispostos os caixilhos, por sua vez, se opõe à horizontalidade da construção. As superfícies envidraçadas e as finas colunas que sustentam a marquise são outros elementos a dotar de leveza o conjunto. O uso do vidro - também na escadaria que liga o restaurante ao terraço - é mobilizado em função da luz e da comunicação entre interior e exterior."




Em uma atividade em dupla, foram escolhidos os 5 detalhes de maior importância para nós:

Diversidade de materiais: a utilização de variados materiais como a madeira, o alabastre, os espelhos e o inox dão um ar luxuoso e sofisticado ao ambiente.

Pilares de entrada: a não simetria da marquise juntamente com os pilaras finos e desuniformes contribuem com o estilo não convencional do museu. Além disso passam uma idéia de leveza e transparência somados à vidraçaria envoltória do museu.

Aproveitamento do espaço: ao contrário do quem muitos colegas de sala disseram, observa-se um grande aproveitamento de espaço em toda a edificação. Um exemplo disso é encontrado no benheiro feminino: um pequeno depósito e um camarim que acompanham as curvas externas do prédio.

Acústica do salão principal: sistema de acústica formado por placas retangulares acolchoadas que dão um charme a mais ao lugar.

Ausência de portas: no interior do museu não se vê nenhuma porta, todas as suas áreas são integradas e, dessa forma, obtemos uma visão ampla, com a ajuda dos vidros, tanto interna quanto externa. Até mesmo a porta do banheiro nos engana por fazer parte de uma parede de espelhos.



domingo, 7 de setembro de 2008

Panorama - Rem Koolhaas

Seu Sami - Palácio das Artes

A exposição Seu Sami de Hilal Sami Hilal fica no Palácio das Artes de 08 de agosto a 14 de setembro. Nela Hilal presta uma homenagem ao pai, que perdeu aos 12 anos, e cuja ausência imprimiu muito precocemente em sua vida a noção de vazio. A exposição revela as suas memórias e estabelece um paralelo entre luz e sombra; entre o vazio e a matéria. A ausência do pai resultou na busca de um novo norte, de um novo caminho, que foi aos poucos sendo substituída pela arte. “Pela arte, enquanto amparo, como um abrigo para a falta que sentia da figura paterna”, diz Hilal, ao destacar que “foi a arte que viabilizou a construção do sujeito”.




A obra de Hilal, construída ao longo de 30 anos, “é uma celebração do fazer”, diz o curador. Caracteriza-se pela leveza das formas, seja nos rendilhados, nascidos do papel elaborado pelo próprio artista a partir de trapos de tecidos, seja nos trabalhos em metal, onde dele retira o peso, transformando-o numa espécie de brocado. Paulo Herkenhoff, curador da exposição, destaca que a obra de Hilal tem que ser vista como uma poética de construção singular de um discurso de articulação de sentidos específicos. “O artista é o homo faber do símbolo poético. O seu trabalho está impregnado de referências da história da arte, memória psíquica, ação da libido, aspectos teóricos da psicanálise (com especial interesse no pensamento de Lacan), e valores espirituais cristão e islâmico, já que a família Hilal é de origem síria”.


sábado, 6 de setembro de 2008

Hertzberger

O primeiro livro passado para nós foi o "Lições de Arquitetura", de Herman Hertzberger. O livro é dividido em três grandes partes.
A primeira parte do livro, Domínio Público, nos traz a idéia do que é o público e o privado mas ao mesmo tempo rompe esse rótulo. "Uma área de rua com a qual os moradores etão envolvidos, onde marcas individuais são criadas por eles próprios, é apropriada conjuntamente e transformada num espaço comunitário".
A idéia de que cuidamos e geramos um vínculo com o lugar que ajudamos a criar também é bem destacada. Quando a comunidade se sente responsável por um espaço público passa a se relacionar e se identificar com ele o que faz com que cada membro passe a contribuir para manutenção desse local e, conseqüentemente, passa a contribuir para que esse local seja utilizado por todos.
As condições de vida passam a ser bem melhores quando as pessoas têm espaços comunitários onde possam conviver e criar relações, onde as crianças possam brincar sem perigo. Para provar isso o autor mostra diversos conjuntos habitacionais onde a própria rua se transforma nesse espaço de convivência, gerando até restrições quanto ao trânsito de automóveis e priorizando os pedestres e moradores locais. O dilema é respeitar a privacidade dos habitantes e sugerir áreas de convívio mútuo para que as pessoas não se fechem dentro do "privado", mas também não percam todas as características e se transformem em um "público" completo.


quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Arquitetura de Rem Koolhaas



Rem Koolhaas nasceu na Holanda em 1944 e começou a estudar arquitetura em Londres. Em 1972 partiu com uma bolsa para os Estados Unidos, onde o fascínio por Nova Iorque o levou a debruçar-se sobre o impacto da cultura metropolitana na arquitetura. Foi precisamente a necessidade de definir - na teoria e na prática - os novos tipos de relação entre arquitetura e cultura que o levou a criar, em 1975, o OMA (Office for Metropolitan Architecture), o gabinete de arquitetura que, em 1999, apresentou a proposta vencedora da Casa da Música do Porto.

Rem Koolhaas é um nome de projeção internacional na arquitetura contemporânea. Entre outros prêmios, podem citar-se os que o distinguiram mais recentemente, como o Pritzker (um equivalente de Nobel da Arquitetura), em 2000, e o Prêmio de Arquitetura da União Européia Mies van der Rohe, pelo edifício da Embaixada da Holanda em Berlim, atribuído em Abril de 2005.

A ousadia e radicalismo da sua arquitetura é razão para muitas vezes receber o rótulo de "incatalogável". Destacam-se entre as suas obras, o Congrexpo, em Lille, a Biblioteca Pública de Seattle, a loja da Prada, em Nova Iorque, a Casa da Música, no Porto, e a Central da Televisão Chinesa (CCTV), em Pequim, que acaba de ser construída e fazer a abertura dos Jogos Olímpicos de 2008.